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A Fortaleza - Capítulo 3

segunda-feira, 16 de maio de 2016




Ares - O Deus da Guerra 


Ares havia acabado de sair do banho, o telefone que deixara ao lado da cama de Ártemis tocava, olhou o visor e suspirou profundamente, quando o deixariam em paz? Ouviu um barulho e rejeitou a ligação. Olhou além do corredor, Ártemis permanecia deitada no sofá. 


Estava cansado daquilo, não era a primeira vez e tentava não se preocupar, porém a tensão vezes tomava conta de seu corpo. Estava disfarçando bem, mas em algum momento descobririam ou ele mesmo teria que contar, mas não agora, estava entrando em um relacionamento, não queria se afastar de Ártemis, apesar de saber que no momento isso seria o melhor a fazer, pelo menos por enquanto. Mas como poderia por um fim ou um tempo naquilo que com tanto trabalho conquistou? Amava Ártemis, ficar longe dela o machucaria e com, certeza ela não lhe daria uma segunda chance. Não, definitivamente não a deixaria, nem agora e nem nunca seguiria com seus planos, merecia ser feliz. Uma hora ou outra aquilo teria um fim.

O telefone tocou novamente, mas dessa vez havia um nome.

— Alô!

— Ares, quanto tempo. — Disse a voz masculina do outro lado da linha.

— Era você quem estava fazendo chamadas confidenciais? — Perguntou inquiridor.

— Não, por que? — Respondeu um pouco assustado com a grosseria.

— Por nada. — Disfarçou. — Como vai? Está tudo bem? Precisa de alguma coisa?

— Estou bem, só um pouco preocupado com as informações que recebi.

— Que informações?

— Você e Ártemis.

Ares sorriu de canto.

— Não deveria se preocupar, sou a melhor escolha que ela poderia fazer nessa vida.

— Ares, eu não estou brincando, afaste-se dela. O que você pensa que está fazendo, tínhamos um acordo. Você traiu minha confiança.

— Não é nada disso que você está pensando, eu nem sabia quem ela era. Acredite ou não, foi tudo obra do acaso.

— Mas agora você sabe, afaste-se.

Ele suspirou.

— Me perdoe, mas eu não posso. Me apaixonei por ela.

— Você acha que sou idiota, Ares? Está fazendo isso para se vingar de mim, mas não entendo o por que disse se fiz tudo que me pediu.

— Não é do jeito que você está pensando, por favor, acredite. Sei o que disse a você no passado, mas isso não se sustenta, jamais faria mal a ela. Ártemis é uma mulher incrível e eu não posso me afastar. Estou sendo honesto com você, não se aborreça, mas eu a amo. Ela é minha vida Sebastian. Entendo tudo que você fez agora, quando estamos apaixonados comentemos loucuras... — Falou sincero. — Por favor, não tenho nada contra você, para mim foi um amigo me ajudando a salvar o meu irmão, estou a sua disposição para o que precisar, mas não me peça para deixar Ártemis, isso eu não posso fazer, vai além dos meus limites.

Ares ouviu o homem suspirar do outro lado.

— Tudo bem, Ares, mas você sabe que tenho o pior pesadelo da sua família em minha mãos, uma falha sua e o pesadelo se tornará realidade... Mais uma vez.



♖♜___Α Fορταλεzα___♜♖



— Como você está querida? Seu pai está preocupado, faz tempo que não nos falamos! — Disse a mãe de Ártemis ao telefone. Ela desfrutava da companhia de Ares enquanto preparava um café quando seu telefone tocou. Agora ele estava no banho e ela jogada no sofá conversando com a mãe.

— Desculpe mamãe, mas foi falta de tempo. O trabalho e os estudo estão me consumindo! — Nesse momento Ares gritou algo do banheiro e ela respondeu.

— Quem está ai com você? — Questionou. — Algum namorado? — A mãe tinha um "faro" apurado.

— Mais ou menos! — Disse ela.

— Ah! Me conte quem é ele? — Insistiu.

— Não é ninguém mãe!

— É indigente? Não tem nome? Não acredito... — Falou e ouviu a risada da filha.

— O nome dele é Ares, estamos nos conhecendo. Não é nada sério!

— Hum! Ares? Que nome forte. — Disse a mãe. — Você gosta dele? Ele te trata bem?

Ártemis gostava dele, mas não gostava de admitir isso nem para si mesma.

— Ele me trata muito bem!

— Então será bem vindo caso vocês passem do "estamos nos conhecendo". — Disse rindo. — Tudo que quero é que você seja feliz, meu amor.

— Eu sei mamãe e eu estou feliz! — Falou com voz manhosa.

— Que ótimo, espero que muito disso seja mérito de Ares!

— Ele também espera!

— Certo filha, tenha uma boa noite. Juízo, ouviu?! — Recomendou.

— Eu tenho mãe! Boa noite e dê um beijo em papai por mim. — Disse desligando.

Ártemis levantou e se dirigiu ao quarto. Entrou de repente, mas foi obrigada a parar ainda na porta, pois a visão a sua frente paralisou-a. Ares, o seu deus, estava só de toalha, de costas, não via a elevação dela ao admirá-lo. Tinha um corpo magnífico, definido, parecia ter sido esculpido por um artista que almejava a perfeição e que com certeza, obtivera êxito. Alguns pingos de água ainda escorriam pelas costas largas. Os cabelos molhados e desalinhados lhe davam um ar rebelde.

— Vai ficar só olhando? — Voltou a si quando ouviu a voz grave.

Suspirando respondeu.

— Gosto de olhar para você! — Disse se aproximando e removendo a toalha que cobria nudez do homem tão próximo a ela.

— Você costumava ser mais tímida. — Lembrou ele semicerrando os olhos.

— Isso foi antes de você me mostrar os caminhos do amor. — Disse piscando para ele. — Obrigada por isso!

— Foi uma honra. É sempre uma honra amar você. — Ele enlaçou-a pela cintura e beijou-a com paixão, ela segurou o membro livre com as mãos e estimulou-o. Ares gemeu em sua boca e pôs-se a retirar as roupas dela, deitou-a na cama, sentia sua pele em chamas, Ártemis causava um verdadeiro frenesi em seu corpo. A cintura esguia pedia por seus lábios. Os seios de menina eram uma tentação. O cheiro de seu cabelo e pele dominavam seus sentidos. Não conseguia se decidir sobre o que gostava mais na mulher que se derretia em seus braços.

Ela o enlaçou com as longas pernas o trazendo para mais perto de seu ponto íntimo, Ares entendeu o convite e a penetrou ouvindo um gemido rouco escapar de sua garganta. Cheio de desejo amou a sua Afrodite mais de uma vez, queria prolongar sua estadia no corpo de Ártemis. Conhecerá a mulher mais doce do mundo, honesta, bondosa e sensual, almejava tê-la todas as noites.

Amanheceu e Ares ainda a mantinha cativa em seus braços. Ártemis tentou se soltar do abraço, devagar para não acordá-lo, mas não contava com o sono leve do seu deus.

— Fugindo? — Perguntou Ares ainda sonolento.

— Tenho que ir trabalhar!

— Não! Ligue para sua chefe e avise que o dia hoje será todo nosso.

— Até parece! — Disse ela rindo.

— Ártemis? — Chamou ele virando-a em seus braços. — Eu quero que você seja apenas minha.

— Você sabe que não tenho outros. — Respondeu estranhando a questão.

— Não foi isso que quis dizer. — Tentou se explicar. — Estou tentando te pedir em namoro. — Ares riu da sua inabilidade, nunca precisou de um relacionamento, nunca quis estar preso a alguém antes dela. — Quer ser minha namorada, Ártemis? — Falou se sentindo um bobo, mas era aquilo que queria.

Ártemis não acreditava no que estava ouvindo, Ares Dimitriades queria um relacionamento de verdade com ela? — Ergueu uma sobrancelha mostrando toda sua surpresa. Nunca imaginou que isso pudesse acontecer, ele era tão... Livre! Vivia rodeado de mulheres, podia ter uma diferente todas as noites, mas ao invés disso estava pedindo para oficializar seu relacionamento com ela.

— Ares você tem certeza disso? — Perguntou. — Digo, você sabe que um relacionamento tem várias regras, como por exemplo, fidelidade.

— Sei que sempre vivi uma vida desregrada se tratando de mulheres, mas eu sempre fui solteiro, nunca tive, nem nunca quis alguém para amar, respeitar e me dedicar.

— E agora você mudou? Quer um relacionamento e acha que eu sou a pessoa certa? — Questionou desconfiada. — Você não está se deixando influenciar só por que eu já tive algo sério com alguém, não é?

— Não sou criança, Ártemis. — Respondeu. — Não quero um relacionamento só para apresentar alguém aos meus pais ou aos meus amigos. Também não me interesso em ter uma experiência para por no meu "currículo". Pedhaki mou! Quero oficializar o que temos por que te amo. — Declarou-se.

— O que? — Perguntou ela em um sussurro.

— Eu te amo, Ártemis. — Repetiu acariciando o rosto dela. — Te amei desde a primeira vez que te vi e tem sido assim durantes esses dois meses em que estamos juntos. Posso dizer que nunca senti nada tão incrível. Penso em você durante todo o dia, sinto sua falta, se dependesse de mim não sairia do seu lado... Só pode ser amor, não é?

Ártemis estava boquiaberta, não esperava ouvir uma declaração dele.

— Eu não acredito que você ficou surpresa. — Falou Ares sorrindo. — Nunca percebeu? Nunca sentiu meu coração disparar perto de você ou meus lábios ansiosos ao te beijar? Um homem não se comporta assim não estiver apaixonado.

Ela suspirou, nada sabia sobre os sentimentos de Ares, claro que a insistência dele deveria ser levada em consideração, mas ainda tinha muitas dúvidas e medo de encarar um novo relacionamento. Falar em dúvidas, uma estava martelando na sua cabeça, achou melhor esclarecer.

— Ares, eu já lhe falei sobre a situação que estava envolvida. Para mim ainda é difícil pensar em relacionamento. — Disse ela. — De toda forma, eu não quero que você se sinta responsável por mim, não importa o motivo.

Ele entendeu perfeitamente a questão que Ártemis estava tratando ali.

— Não me sinto responsável por ter sido seu primeiro, se é isso que você está insinuando, claro que foi especial para mim, mas não é por isso, não estamos no século passado e você não é uma adolescente. — Disse pondo um fim a questão. — Aceite que eu me apaixonei por você Ártemis, isso não é impossível. Você é uma mulher inteligente, honesta, de bom caráter, linda e sensual. — Falou deslizando as mãos pelas costas nuas da mulher deitada ao seu lado. — Eu te desejo tanto, você me deixa louco. — Ares a beijou fazendo seu desejo renascer, interrompeu o contato apenas para dizer: — Não precisa me responder agora, pense um pouco, eu sei que você também sente algo por mim, não há motivos para fugir disso.


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Mais tarde Ártemis conversava com Dione sobre a proposta de Ares.

— Querida, você precisa deixar o passado no passado e seguir em frente. A vida está sendo generosa com você te retribuindo o bem que você fez a outra pessoa, aceite. Coisas boas acontecem para pessoas boas. — Disse a chefe. — Esse homem te adora Ártemis, dá para perceber pelo sorriso dele quando está com você, e não se preocupe com as outras muitas que ele já teve. — Riu. — Se ele quer você como namorada é por que está disposto a deixá-las para trás. Perceba, o destino está unindo vocês para aprenderem um com o outro, pois, terão que deixar coisas no passado para caminharem juntos. Tente! — Aconselhou. — O que você tem a perder?

Exatamente, não tinha nada a perder. Merecia ser feliz. Ainda muito nova teve que tomar uma decisão sobre sua vida que marcou seu destino, não se arrependia, mas não era aquilo que havia planejado para seu futuro. Sonhava com um homem com idade próxima a sua, que junto com ela construísse uma família, esse homem poderia ser Ares Dimitriades, por que não?


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Pedhaki mou = Querida.




Mistérios... Mistériooosss e mais mistériossss!

A foto do capítulo é do nosso Ares Dimitriades, gostaram?



#Odeusdaguerraémeu





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Βeijo... Filía ;)

A Fortaleza - Capítulo 2




Magno - O Deus do Olimpo



— Ártemis, — chamou Dione — O deus Dimitriades está lá fora estacionando, é melhor você se apressar. — Ela riu, sua chefe encontrava um apelido para todo mundo, mas desta vez tinha que concordar, deus era um apelido perfeito para Ares Dimitriades, tentava evitá-lo por que sabia que o homem era problema na certa, mas pessoalmente era irresistível. Tinha um sorriso meigo e um olhar devastador. Sabia da reputação dele com o sexo oposto, todas eram apenas amor de uma noite, se bem que com ela estava sendo diferente, já faziam dois meses que eles tinham ficado pela primeira vez, mas, mesmo assim, ele permanecia correndo atrás dela. Não queria se apegar, por que sabia que uma hora ou outra ele se cansaria e cairia fora como fazia com todas, não era baixo estima, apenas tentava ser realista, mas por enquanto iria se permitir um pouco de diversão, sem compromisso, sem regras e sem cobranças.

— Então, aonde vamos? — Perguntou Ártemis já sentada no banco do carona.

— Pensei em um restaurante japonês, você gosta?

— Muito.

Almoçaram conversando sobre coisas do dia a dia, já de volta a faculdade, Ártemis se despediu de Ares com um beijo rápido nos lábios.

— Posso dormir na sua casa hoje à noite? — Perguntou, mas viu uma expressão de dúvida da jovem, então decidiu insistir. — Preciso de você Ártemis. Lembra da última vez? Foi incrível para mim. Quero tudo de novo, quero muito mais de você.

Ártemis lançou um sorriso tímido a ele, e apenas assentiu.

— Ótimo! — Respondeu ele beijando-a novamente.

— Até mais tarde! — Disse ela descendo do veículo.

Ártemis atravessou o ginásio de esportes cortando caminho de volta a Snak, chegou e foi logo vestindo a farda novamente. Atendeu algumas mesas e quando estava levando alguns outros pedidos para a equipe da cozinha viu Dione paralisada olhando fixamente para algo, discretamente virou-se para ver o que estava chamando a atenção da amiga e deparou-se com uma das visões mais belas que seus olhos já registraram, um homem aparentando entre vinte e cinco e trinta anos, pele bronzeada, cabelos pretos e ondulados, olhos de safira que brilhavam como o mar Mediterrâneo sob o sol escaldante, alto, forte, corpo digno dos antigos atletas gregos.

— Esse é o... — Iniciou Dione.

— Magno Dimitriades! — Falou Ártemis em um fio de voz.

— Meu Deus, que genes bendito o dessa família! — Sussurrou. — O outro é um deus, mas esse, com certeza, é dono do Olimpo. O Zeus em pessoa. — Falou Dione ainda abalada com a visão. — Garota você tirou a sorte grande, se não der certo com o Ares você pode investir no irmão que vai servir do mesmo jeito... Ou até melhor.

Nesse momento Magno dirigiu o olhar para as duas que desviaram os seus rapidamente.

— Espero que ele não tenha visto as nossas caras de pré adolescentes que nunca foram beijadas.

Ártemis riu.

— Vou lá atender o seu Zeus.

— Aproveite e pegue o número do telefone dele para mim. — Brincou.

Ártemis se aproximou.

— Boa tarde! — cumprimentou. — Em que posso ajudar?

Magno encostou-se no sofá e a olhou de cima a baixo. Então essa era a misteriosa namorada do irmão. Nada mal para uma suburbana. Corpo curvilíneo, pele aveludada e morena, olhos negros assim como os cabelos, longos e brilhantes. Com certeza, não frequentava nenhum SPA, academias ou salões de beleza, mas mesmo assim dava um "banho" em muitas das mulheres que conhecia. Alta, seu porte era elegante, o sorriso era simpático, emoldurado por lábios delicados. Ares não escolheria qualquer uma mesmo. — Avaliou. — O mal gosto por carros não se aplicava no quesito mulheres. 

— Boa tarde! — Cumprimentou. — Na verdade eu ainda não me decidi. O que você recomenda?

— O hambúrguer duplo é o mais pedido aqui!

— Então vai ser esse e um suco de laranja, por favor!

— Ok! — Disse ela se afastando.

Magno continuou a observar Ártemis, o andar também era muito sensual, seus quadris se moviam suavemente, as pernas longas que o vestido de garçonete fazia questão de mostra-las, com certeza foram feitas para passarelas, estranhamente ela estava ali em uma lanchonete de faculdade. Lembrou que disse ao irmão que a namorada dele deveria ser muito feia, falou apenas para provocar, sabia que Ares escolheria alguém a altura. Ele provavelmente surtaria se soubesse que Magno estava a poucos metros de sua deusa. Ela era bonita, muito bonita, mas nem toda beleza desse mundo fariam Magno implorar o amor ou a companhia de alguém como Ares estava fazendo.

Ártemis não demorou a voltar.

— Aqui está! — Disse entregando o pedido. — Qualquer coisa é só chamar.

— Obrigado, mas para isso precisarei saber seu nome.

Então ele não a conhecia? — Pensou Ártemis. Ares não tinha falado sobre ela ao irmão. Então o que ele estava fazendo ali?

— Me chamo Ártemis! — Respondeu pondo um fim a seus devaneios.

— Magno Dimitriades! — Falou estendendo a mão para cumprimentá-la.

— Eu sei! — Disse com um sorriso. — Você é político.

— Na verdade, meu pai e irmão é que são, eles é quem estão a frente das decisões, eu sou apenas o suplente de um e assessor do outro. — Falou. — Você se interessa por política?

— Gosto de acompanhar, estar a par do que acontece no senado, mas não sou filiada a nenhum partido.

— Entendo! — Disse. — Mas se um dia quiser conhecer melhor as propostas do senado, me ligue. — Falou entregando um cartão a ela. Ártemis observou o papel enquanto Magno se levantava com o hambúrguer nas mãos. Aproximando-se ele cravou os olhos azuis na jovem e intimidador falou: — Será um prazer lhe introduzir a política. — Mordeu o lábio inferior e baixou os olhos para o decote sinuoso do vestido de garçonete. Sorrindo cinicamente se afastou. Já do lado de fora, olhou pela vidraça da janela e sorriu mais uma vez para Ártemis deixando claro as suas intenções. Ela permanecia parada no mesmo lugar, atônita com a atitude dele.

— Ele usou as palavras "prazer e introduzir" na mesma frase? — Perguntou Dione as costas de Ártemis que engoliu em seco. — Como foi que a conversa chegou a esse ponto? 

— Eu não sei! — Disse num fio de voz. — Estávamos falando de política e em outro momento ele mudou totalmente o rumo das coisas. — Ártemis sentiu seu sangue ferver. — Quem ele pensa que é?

— Não sei, mas se sentiu a vontade para dar em cima da cunhada!

— Ele não me conhece. — Esclareceu. — Não sabia meu nome. Não sabe nada sobre mim.

— Talvez! — Dione deu de ombros.

— Como assim? — Disse Ártemis virando-se de frente para a amiga.

— Ele pode estar te testando a pedido do irmão!

— Ares não faria isso, ele não tem motivos. Não sou nada dele e já deixei isso bem claro, estamos apenas nos conhecendo e aproveitando a companhia um do outro.

— Não sei Ártemis! — Falou Dione. — Essa atitude me pareceu muito estranha.

— Talvez seja tudo uma coincidência, duvido que insinuasse algo se soubesse que estou saindo com o irmão dele. — Avaliou inocentemente.


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Magno atravessou a avenida e entrou na limusine que o aguardava.

Segurou o dossiê que foi providenciado pela equipe de Tito a seu pedido, em menos de vinte e quatro horas recebeu os relatórios com todas as informações que precisava sobre a garota. O dossiê mostrava aquilo que ele já desconfiava, seu irmão tinha sido fisgado por uma "caça dotes". Uma mulher que possuía toda aquela beleza exótica, com certeza, não deveria ter dificuldades para executar seus planos. — Pensou ele folheando o documento. — Viu informações relevantes, porém, como havia pedido, queria tudo, absolutamente tudo, cada passo de Ártemis no passado e era exatamente isso que tinha em suas mãos. Pagava bem, exigia perfeição. As informações o levaram a concluir que ela não era tão doce como seu suporto nome, que, aliás, não era citado no documento. — Por que Mel? — Questionou-se, talvez fosse um de seus disfarces, afinal, criminosa que se preze tem um apelido sensual, deveria ser mais uma de suas táticas para fazer os homens de idiotas. Como se sua beleza já não fosse suficiente.

— Achou o que procurava senhor? — Perguntou seu motorista e segurança, Tito.

— Encontrei muito mais do que procurava! — Falou misterioso. — Havia ido ali só para confirmar o que tinha lido no dossiê, precisava vê-la com seus próprios olhos para acreditar que era a mesma pessoa. Depois de tantos anos o destino havia colocado aquela mulher no seu caminho novamente, era inacreditável, mas nos documentos em suas mãos haviam provas irrefutáveis. Ela estava muito diferente, mas se tratava da própria, a senhora Menegaki.

Magno poderia ter se livrado dela ali mesmo na lanchonete, fazer-lhe uma oferta generosa e a ver partir para longe. Poderia ter ameaçado sua família ou simplesmente lhe dito que contaria a verdade para Ares sobre suas praticas ambiciosas. O irmão ficaria enojado, tinha verdadeiro desprezo por pessoas gananciosas graças ao pai.

Mas Magno não faria isso, Ares estava muito envolvido, lhe contar a verdade sobre "sua deusa" o deixaria muito magoado. O melhor a fazer era ridicularizá-la, infernizar sua vida até que nunca mais pensasse em roubar alguém, principalmente velhos moribundos. Seria divertido, queria ver Ártemis espantada com suas palavras muitas outras vezes. Sabia que tudo não passava de encenação, mulheres como ela sabem bem como interpretar vários personagens, se adéquam ao ambiente. Talvez ela contasse ao irmão sobre ele, provavelmente contaria. — Pensou. — Ares logo saberia que ele contatou uma investigação sobre ela e não ficaria nada feliz. Mas estaria preparado, esperaria pela fúria de Ares, a fúria do deus da guerra.

Soltou os papéis no banco e recostou-se. Riu lembrando-se da expressão dela pela sua proposta de "lhe introduzir a política", sem dúvida ficou surpresa, mas não o rejeitou. Ela poderia ter mostrado indignação, mas não o fez. A falta de reação de Ártemis diante da sua investida era muito significativa. Lembrou do seu olhar de interesse quando entrou no local, com certeza ela tinha gostado do que viu. Será que agora estava em dúvida entre ele e o irmão? Se não estava, ficaria em breve, pois, ele estava disposto a tirá-la do caminho de Ares. Os meios justificariam os fins.


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E ai queridas o que acharam? O que será que Ártemis fez para deixar Magno com uma impressão tão negativa a seu respeito?

Muito obrigada pelo carinho meus amores! Não esqueçam de dar uma estrelinha ★

Βeijo... Filia ;)

Shay ✿

A Fortaleza - Capítulo 1



Família Dimitriades 





Ártemis atravessou a avenida apressada, estava atrasada, levaria outra bronca de sua chefe. Fazia de tudo para chegar cedo, mas desde que começou seus estudos, não conseguia dar conta de mais nada. Seminários e provas martelavam em sua mente.


Cursava economia e se esforçava muito, pois, queria ter uma vida melhor. Ártemis sempre viveu com seus pais no campo. Uma vida tranquila, simples, mas muito feliz. Seus pais lhe deram muito apoio quando decidiu mudar-se para Atenas, a fim de ter mais oportunidades de trabalho e estudo, pretendiam também que ela deixasse para trás algumas intempéries do passado, sua vida precisava de um novo rumo.


Até agora só tinha conseguido o emprego de garçonete na lanchonete da faculdade onde estudava. Não era ruim, conseguia dinheiro para se sustentar. Ártemis não gastava muito, não se interessava por roupas caras ou coisas sofisticadas. Tinha um estilo meio folk, simples e confortável, tudo que precisava para continuar sendo feliz naquela metrópole louca.


Filha única de seus pais, era muito amada e protegida por eles. No auge dos seus vinte e quatro anos, era uma jovem amorosa e dedicada em tudo que se propunha fazer.


— Está atrasada! — Falou sua chefe assim que pôs os pés na Snak, café onde trabalhava.


— Desculpe! — Disse á chefe e amiga Dione, as duas dividiram um apartamento quando Ártemis chegou à Atenas e Dione foi quem lhe ofereceu o emprego no café, um mês depois Ártemis conseguiu alugar seu próprio apartamento.


— Desculpo se você disser que se atrasou por que teve uma noite quente com aquele deus, Ares... Até nome de deus ele tem! — Falou abanando-se simulando calor — Pelo Olimpo Ártemis, que homem!


— Tive uma noite quentíssima com a minha cama, isso sim! — disse sorrindo — Na verdade não foi tão maravilhosa assim, tive que estudar até ás três da manhã para acompanhar a turma.


— Ai, Ártemis! Você não sabe viver — reclamou Dione — É claro que tem que estudar, mas também precisa se divertir, descansar, relaxar e fazer amor com um deus de vez em quando — riu maliciosa.


— Deixe de falar besteira. — Pediu. — Vamos trabalhar que é melhor.


À noite, depois da aula, Ártemis seguiu para casa, precisava de um banho quente e uma xícara de chá para relaxar seu corpo cansado, mas foi impedida de seguir seus planos quando seu telefone tocou. — Quem seria uma hora dessas? — Pensou já avaliando as possibilidades — Fosse quem fosse teria que ser breve, pois precisava muito descasar — pensou tirado o aparelho do gancho.


— Alô!...


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Magno Dimitriades estava sentado no banco do caro e luxuoso Porsche do irmão.


— E ai? O que achou? — Perguntou Ares.


— É bom! Bonito e silencioso, mas prefiro meu Lamborghini. — Disse ele vendo o irmão fazer uma careta.


— Quando você crescer, irmãozinho, vai saber a diferença entre beleza e funcionalidade! — Falou Ares.


— E talvez quando você crescer consiga me explicar o sentido de comprar um carro diferente a cada lua cheia. — Retrucou Magno.


— Não seja por isso, eu lhe explico agora mesmo. — Disse com um sorriso cínico. – Carros, assim como mulheres, são obras primas. Devem ser criados por grandes homens para apreciação de outros grandes homens. Devem ser amados e desfrutados intensamente.


— Nada de moderação. — Completou Magno.


— Isso mesmo, sem moderação. — Disse Ares com um sorriso de canto.


— É isso que você tem feito com a tal Mel? Tem apreciado sem moderação? — Perguntou Magno que tentava arrancar do irmão algo sobre a misteriosa garota com quem Ares vinha saindo. Sempre foram amigos, seu irmão lhe contava tudo sobre sua vida, mas ultimamente vinha fazendo segredo sobre sua mais nova conquista. Sempre que Magno tentava saber sobre a tal Mel, Ares mudava o rumo da conversa. Magno só descobriu sobre a existência da garota porque Ares chamou o nome dela várias vezes enquanto dormia.


Ouviu o irmão mais velho suspirar a menção do nome da garota misteriosa, riu, mas não respondeu. Ele estava muito diferente, saía à noite, mas dispensava companhias, coisa que nunca havia acontecido antes. Com certeza, essa garota era mais importante para ele do que Magno havia julgado. Queria conhecê-la, mas Ares insistia em guardar segredo.


Era difícil acreditar que o irmão estava apaixonado por alguém. Conhecido por fazer sucesso entre as mulheres. O filho mais velho do senador Dominic Dimitriades vivia uma vida de luxuria ao lado das mais belas gregas. Magno não ficava atrás, dono de uma beleza ímpar, conseguia do sexo oposto tudo que queria e assim como o irmão não pensava nem um pouco em ter um relacionamento sério, estava bem solteiro, fazia o que queria com quem queria e quando queria. Igualmente bonitos e sedutores.


— Não vou insistir, — deu-se por vencido. — já deu para perceber que você não vai mesmo falar sobre a tal Mel. — Disse Magno. — Ela não é uma mulher mais velha, é? Nossa mãe não iria gostar nem um pouco de ter alguém competindo com ela.


— Não! Ela é jovem, mas não me pergunte mais nada!


— Eu só não entendo por que tanto mistério com uma mulher.


— Não tem mistério, eu só não estou a fim de falar. — Justificou Ares.


— Você está gostando dela?


— Talvez! — Respondeu.


— Então, devo lhe lembrar que se você começar um relacionamento sério com essa garota tudo que é seu será automaticamente meu, inclusive essa belezinha. — Falou Magno se referindo ao Porsche, Ares revirou os olhos. — São as regras do jogo. Quem se apaixona é quem perde.


Ares não respondeu, queria encerrar o assunto sobre Ártemis. Lembrou quando a conheceu em uma livraria, teve que insistir muito para que ela dissesse seu nome, e assustada com a insistência dele, a garota disse um nome falso, Mel. Depois que se conheceram melhor e ela percebeu que não era nenhum psicopata, revelou seu nome verdadeiro, Ártemis, porém ele continuava a chamá-la por Mel, combinava mais com seu jeito doce, com o tom da sua pele e com o gosto do seu beijo.

Apesar de Ares se esforçar para estar com ela, Ártemis parecia fugir dele, sempre estava ocupada, trabalhava e estudava muito, nunca tinha tempo para um jantar romântico ou um encontro a dois. O pior é que ele, sem perceber, acabou se envolvendo mais do que queria. O que deveria ser apenas uma noite se transformou em dois meses, não conseguia tirá-la da cabeça. Estava mais acostumado com mulheres sedutoras, que adoravam sexo casual e que o olhavam com desejo, mas o jeito de menina certinha e o ar inocente de Ártemis o fisgou. A principio, quis levá-la para cama e acabar de vez com aquele brilho angelical de seus olhos, mas, mesmo depois que fizeram amor, ela continuou brilhando como um anjo. — Encantadora! — Pensou ele que nunca viu nada igual e isso a tornou especial aos seus olhos. Aos poucos dispensou as outras, só queria estar com ela, sentindo o calor de seu corpo e o doce de seus beijos.


Passaram pela ponte que ligava a mansão Dimitriades a saída principal para o centro de Atenas. Os grandes muros da propriedade que no passado fora uma fortaleza construída para servir de observatório, prisão e depósito de armas, garantindo assim a segurança da cidade contra possíveis invasões pelo mar, havia sido completamente restaurada por seu pai, antes em ruínas devido às ações do tempo, agora era uma das mansões mais luxuosas de Atenas, lar de sua família.


Ares estacionou o carro na garagem e entrou no hall seguido por Magno. Foram recebidos pela mãe, Hebe e também a governanta que trabalhava para eles desde que eram crianças.


— Kalispéra, senhores! — Cumprimentou a governanta.


— Boa tarde, Dafna. — Responderam em unissom.


— Como foi a manhã de vocês, meus amores? — Perguntou Hebe depositando beijos nos filhos.


— Como sempre mamãe. — Falou Magno desanimado. — Assessoramos o papai, discutimos alguns projetos com alguns governadores. Não entendo a falta de disposição deles em fazer algo que beneficiará tantas pessoas. Querem estar no poder só pelo status.


— Então graças a Deus temos vocês, que não precisam de fama e nem de dinheiro. — Disse Hebe.


— Eu gosto de trabalhar pelo povo, alguém precisa defender os interesses dos menos favorecidos. — Falou Magno.


— Como ele é lindo, não é mamãe? — Disse Ares alisando o rosto do irmão para provocá-lo — Típico estudante de filosofia. Sócrates ficaria orgulhoso de você.


— Tire a mão de mim! — Resmungou dando um tapa no irmão para afastá-lo. — E não me formei em filosofia, me formei em sociologia, mas claro, você não sabe a diferença. Sempre preferiu cair na noite ao invés de estudar.


— As pessoas estudam para terem um bom emprego e conseguirem dinheiro suficiente para bancar o luxo que acreditam merecer. Eu já tenho todo o luxo que mereço, não precisei estudar. — Falou debochado ainda tentando irritar Magno. 


No fundo não acreditava naquilo, mas a verdade é que nunca se interessou especificamente por nenhuma área como o irmão que decidiu que estudaria para compreender melhor as transformações da sociedade. Tentou Direito, passou pouco tempo na faculdade, só o suficiente para perceber que não se encaixava ali também. 

— Sou um dos homens mais ricos de toda Grécia... — Ostentou.— Não preciso estudar.


— Não se estuda pelo dinheiro, se estuda pelo conhecimento! — Argumentou Magno.


— Típico papo de filósofo! — Disse gesticulando com as mãos.


— É sociólogo, imbecil.


— Vamos parar crianças. — Pediu Hebe. — Vão se preparar que vou pedir para servirem o almoço daqui a meia hora.


Seguiram para seus respectivos quartos e no corredor, Ares continuou com suas brincadeiras.


— Realmente irmãozinho, não entendo nada de filosofia ou sociologia, mas de uma coisa eu sei... — Abriu a porta do quarto e entrou. — Você fica muito animadinho quando vê um homem meditando. — dizendo isso, fechou a porta com rapidez, pois sabia que Magno iria tentar agredi-lo.


 — Você me paga, Ares! — falou Magno do outro lado da porta — Ares jogou o paletó em cima da cama e soltou uma gargalhada 


— Volte para seus livros amorzinho, deixe a política comigo, um homem de verdade.


Ares só ouviu o forte barulho na porta, como uma pancada e riu mais ainda. Adorava provocar o irmão mais novo. Magno era muito profissional e honesto, ele admirava isso, mas mesmo assim gostava de ir contra suas ideias socialistas, só para irritá-lo.


Atualmente Magno era seu Suplente e assessorava seu pai, mas eles já tinham planos para ele, queriam que Magno assumisse um lugar fixo no senado. O irmão tinha ideias grandiosas para o povo que, infelizmente, sempre eram descartadas por Dominic que só queria saber de poder. Um dia quando chegasse ao senado, Ares faria questão de se unir a ele para executarem suas ideias.


— Dominic. — Pensou Ares, o pai era a ganância em pessoa, no dia anterior teve mais uma discussão por causa da herança deixada pelo avô e pai de Dominic, ele insistia que Ares deveria lhe dispor pelo menos a metade do que recebeu, já que ele é quem deveria ter herdado a fortuna, porém Ares mais uma vez se recusou a fazê-lo, o pai não precisava de dinheiro, mesmo assim queria sempre mais. Se dependesse dele não teria nada. O avô havia deixado claro que apenas Ares ou quem ele nomeasse como futuro herdeiro deveria usufruir da fortuna. Seu avô conhecia a ganância do filho, assim nomeou um de seus netos como herdeiro direto.


Apôs o jantar a família se recolheu, mas Ares não conseguia dormir, olhou para o relógio e viu marcado dez horas. — Ela deveria estar acordada! — Pensou, levando seus pensamentos a Ártemis, sua Mel. Pegou o telefone e discou os números enquanto se encaminhava a cozinha, depois de duas tentativas ela finalmente atendeu.


— Pensei que fosse dormir sem ouvir sua voz! — Falou ele.


— Boa noite Ares, como vai? Demorei por que estava tentando abrir a porta de casa, ela emperrou essa semana e estou tendo dificuldades para forçá-la.


— Se você quiser eu passo ai amanhã e resolvo esse problema.


— Você? — Perguntou surpresa.


— Sim, eu! — Confirmou. — Você não sabe que políticos são bons em consertar coisas? — Ouviu o silêncio do outro lado da linha e decidiu completar. — Pelo menos é o que diz a teoria.


Ártemis riu da confusão dele.


— E quanto seria?


— Um beijo, talvez dois! — Sugeriu. — Mel, fazem duas semanas que não nos vemos, eu estou com muitas saudades de você, preciso te ver. Que tal amanhã? Podemos almoçar juntos.


— Não vai dar, meus horários de almoço estão reduzidos porque tenho que estudar.


— Não faça assim, eu não aguento mais um dia sem te ver, penso em você a toda hora. Pelo menos por alguns minutos me dê o prazer da sua companhia.


Magno descia as escadas quando ouviu a voz de Ares, parecia estar conversando com alguém, descobriu logo que se tratava da misteriosa Mel. Nunca imaginou que o irmão pudesse fazer um papel tão patético, implorar a companhia de uma mulher dessa forma era vergonhoso. Magno estava cada vez mais curioso sobre a "namorada" de Ares. — Quem seria ela? — Perguntou-se, talvez a filha de alguém importante por isso mantinha discrição, afinal, a reputação deles não eram das melhores, quer dizer, não com as mulheres.


— Sem discussão, amanhã vou buscar você para almoçarmos. — Falou Ares. A garota pareceu concordar, pois o irmão se despediu animado.


Magno entrou na cozinha e lançou um olhar cínico para ele.


— Quem diria... O grande Ares Dimitriades implorando a companhia de uma mulher. — Riu, daria o troco agora. — Ela deve ser uma deusa, a própria Afrodite!


— Ouvindo conversas alheias? — Perguntou Ares tentando fugir das questões.


— Deve ser extremamente cobiçada para não querer sair com você. — Falou aproximando-se. — Não é a filha do primeiro ministro, é? Alguma celebridade internacional?


— Já disse que não quero falar sobre ela. — Respondeu Ares.


— Mas porque não? Se você gosta tanto dela a ponto de se humilhar dessa forma acho que deveríamos conhecê-la.


— Não Magno! — Disse irritado. — Prefiro deixar como está. Mel é uma garota simples, vive uma vida normal, trabalha e estuda, não é como as mulheres que conhecemos que gostam de ostentar e esbanjar o que possuem.


— Uma suburbana você quer dizer? — Perguntou surpreso. — E eu aqui imaginando alguma filha de outro político, ou uma pop star...


— É, eu percebi. — Disse. — Ficou desapontado?


— Confesso que esperava algo grandioso, mas você sabe que não dou importância a status social, diferente do papai. — Magno encostou-se na parede da cozinha e cruzou os braços. — Fico pensando na reação dele quando souber que mais um de seus sonhos gananciosos sobre você não vai dar certo.


— Não dou a mínima para o que ele quer! — Falou passando pelo irmão e se dirigindo as escadas. — Boa noite, Magno!


— Boa noite! — Respondeu vendo o irmão se afastar, esperava que essa Mel fosse algo passageiro, seu irmão já tinha problemas demais com o pai por causa da herança e um namoro de Ares com uma pessoa que não fosse de seu meio traria mais discórdia. Uma aventura era uma coisa, mas romance... Não quis dizer nada para não chateá-lo, mas sabia que a tal Mel não seria bem vinda no meio Dimitriades. Seu pai era assim, ganancioso e preconceituoso. Era melhor ficar de olho em Ares, as vezes ele podia ser muito ingênuo. Tinha o péssimo hábito de confiar demais nas pessoas. Para certificar a integridade do irmão teria que descobrir quem era Mel, afinal de contas já dizia o ditado: "diz-me com quem andas e te direi quem és", não seria difícil saber sobre ela, com ajuda de seus contatos conseguiria um perfil.

— Vamos ver se você é tão doce quanto o nome!


♖♜___Α Fορταλεzα___♖♜



Kalispéra: Boa Tarde!





Bem vindas ao Monte Olimpo... Magno, Ares e Ártemis prometem muitas emoções... Lágrimas e sorrisos irão nos acompanhar durante toda essa história cheia de mistério.


Esse foi o primeiro capítulo de A Fortaleza, espero que tenha despertado muita curiosidade. Será um prazer ter a companhia de vocês em mais uma aventura apaixonante!


A Fortaleza foi meu primeiro livro, seguido de Amor em Istambul e logo após Possuídos pela Paixão, mas só agora estou disponibilizando-o, e posso dizer que estou muito feliz por compartilha-lo com vc's minhas eternas canin's.


Muito obrigada pelo carinho meus amores! Não esqueçam de dar uma estrelinha se gostarem ★



Βeijo... Filía ;)



Shay ✿  

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