Ares - O Deus da Guerra
Ares havia acabado de sair do banho, o telefone que deixara ao lado da cama de Ártemis tocava, olhou o visor e suspirou profundamente, quando o deixariam em paz? Ouviu um barulho e rejeitou a ligação. Olhou além do corredor, Ártemis permanecia deitada no sofá.
Estava cansado daquilo, não era a primeira vez e tentava não se preocupar, porém a tensão vezes tomava conta de seu corpo. Estava disfarçando bem, mas em algum momento descobririam ou ele mesmo teria que contar, mas não agora, estava entrando em um relacionamento, não queria se afastar de Ártemis, apesar de saber que no momento isso seria o melhor a fazer, pelo menos por enquanto. Mas como poderia por um fim ou um tempo naquilo que com tanto trabalho conquistou? Amava Ártemis, ficar longe dela o machucaria e com, certeza ela não lhe daria uma segunda chance. Não, definitivamente não a deixaria, nem agora e nem nunca seguiria com seus planos, merecia ser feliz. Uma hora ou outra aquilo teria um fim.
O telefone tocou novamente, mas dessa vez havia um nome.
— Alô!
— Ares, quanto tempo. — Disse a voz masculina do outro lado da linha.
— Era você quem estava fazendo chamadas confidenciais? — Perguntou inquiridor.
— Não, por que? — Respondeu um pouco assustado com a grosseria.
— Por nada. — Disfarçou. — Como vai? Está tudo bem? Precisa de alguma coisa?
— Estou bem, só um pouco preocupado com as informações que recebi.
— Que informações?
— Você e Ártemis.
Ares sorriu de canto.
— Não deveria se preocupar, sou a melhor escolha que ela poderia fazer nessa vida.
— Ares, eu não estou brincando, afaste-se dela. O que você pensa que está fazendo, tínhamos um acordo. Você traiu minha confiança.
— Não é nada disso que você está pensando, eu nem sabia quem ela era. Acredite ou não, foi tudo obra do acaso.
— Mas agora você sabe, afaste-se.
Ele suspirou.
— Me perdoe, mas eu não posso. Me apaixonei por ela.
— Você acha que sou idiota, Ares? Está fazendo isso para se vingar de mim, mas não entendo o por que disse se fiz tudo que me pediu.
— Não é do jeito que você está pensando, por favor, acredite. Sei o que disse a você no passado, mas isso não se sustenta, jamais faria mal a ela. Ártemis é uma mulher incrível e eu não posso me afastar. Estou sendo honesto com você, não se aborreça, mas eu a amo. Ela é minha vida Sebastian. Entendo tudo que você fez agora, quando estamos apaixonados comentemos loucuras... — Falou sincero. — Por favor, não tenho nada contra você, para mim foi um amigo me ajudando a salvar o meu irmão, estou a sua disposição para o que precisar, mas não me peça para deixar Ártemis, isso eu não posso fazer, vai além dos meus limites.
Ares ouviu o homem suspirar do outro lado.
— Tudo bem, Ares, mas você sabe que tenho o pior pesadelo da sua família em minha mãos, uma falha sua e o pesadelo se tornará realidade... Mais uma vez.
♖♜___Α Fορταλεzα___♜♖
— Como você está querida? Seu pai está preocupado, faz tempo que não nos falamos! — Disse a mãe de Ártemis ao telefone. Ela desfrutava da companhia de Ares enquanto preparava um café quando seu telefone tocou. Agora ele estava no banho e ela jogada no sofá conversando com a mãe.
— Desculpe mamãe, mas foi falta de tempo. O trabalho e os estudo estão me consumindo! — Nesse momento Ares gritou algo do banheiro e ela respondeu.
— Quem está ai com você? — Questionou. — Algum namorado? — A mãe tinha um "faro" apurado.
— Mais ou menos! — Disse ela.
— Ah! Me conte quem é ele? — Insistiu.
— Não é ninguém mãe!
— É indigente? Não tem nome? Não acredito... — Falou e ouviu a risada da filha.
— O nome dele é Ares, estamos nos conhecendo. Não é nada sério!
— Hum! Ares? Que nome forte. — Disse a mãe. — Você gosta dele? Ele te trata bem?
Ártemis gostava dele, mas não gostava de admitir isso nem para si mesma.
— Ele me trata muito bem!
— Então será bem vindo caso vocês passem do "estamos nos conhecendo". — Disse rindo. — Tudo que quero é que você seja feliz, meu amor.
— Eu sei mamãe e eu estou feliz! — Falou com voz manhosa.
— Que ótimo, espero que muito disso seja mérito de Ares!
— Ele também espera!
— Certo filha, tenha uma boa noite. Juízo, ouviu?! — Recomendou.
— Eu tenho mãe! Boa noite e dê um beijo em papai por mim. — Disse desligando.
Ártemis levantou e se dirigiu ao quarto. Entrou de repente, mas foi obrigada a parar ainda na porta, pois a visão a sua frente paralisou-a. Ares, o seu deus, estava só de toalha, de costas, não via a elevação dela ao admirá-lo. Tinha um corpo magnífico, definido, parecia ter sido esculpido por um artista que almejava a perfeição e que com certeza, obtivera êxito. Alguns pingos de água ainda escorriam pelas costas largas. Os cabelos molhados e desalinhados lhe davam um ar rebelde.
— Vai ficar só olhando? — Voltou a si quando ouviu a voz grave.
Suspirando respondeu.
— Gosto de olhar para você! — Disse se aproximando e removendo a toalha que cobria nudez do homem tão próximo a ela.
— Você costumava ser mais tímida. — Lembrou ele semicerrando os olhos.
— Isso foi antes de você me mostrar os caminhos do amor. — Disse piscando para ele. — Obrigada por isso!
— Foi uma honra. É sempre uma honra amar você. — Ele enlaçou-a pela cintura e beijou-a com paixão, ela segurou o membro livre com as mãos e estimulou-o. Ares gemeu em sua boca e pôs-se a retirar as roupas dela, deitou-a na cama, sentia sua pele em chamas, Ártemis causava um verdadeiro frenesi em seu corpo. A cintura esguia pedia por seus lábios. Os seios de menina eram uma tentação. O cheiro de seu cabelo e pele dominavam seus sentidos. Não conseguia se decidir sobre o que gostava mais na mulher que se derretia em seus braços.
Ela o enlaçou com as longas pernas o trazendo para mais perto de seu ponto íntimo, Ares entendeu o convite e a penetrou ouvindo um gemido rouco escapar de sua garganta. Cheio de desejo amou a sua Afrodite mais de uma vez, queria prolongar sua estadia no corpo de Ártemis. Conhecerá a mulher mais doce do mundo, honesta, bondosa e sensual, almejava tê-la todas as noites.
Amanheceu e Ares ainda a mantinha cativa em seus braços. Ártemis tentou se soltar do abraço, devagar para não acordá-lo, mas não contava com o sono leve do seu deus.
— Fugindo? — Perguntou Ares ainda sonolento.
— Tenho que ir trabalhar!
— Não! Ligue para sua chefe e avise que o dia hoje será todo nosso.
— Até parece! — Disse ela rindo.
— Ártemis? — Chamou ele virando-a em seus braços. — Eu quero que você seja apenas minha.
— Você sabe que não tenho outros. — Respondeu estranhando a questão.
— Não foi isso que quis dizer. — Tentou se explicar. — Estou tentando te pedir em namoro. — Ares riu da sua inabilidade, nunca precisou de um relacionamento, nunca quis estar preso a alguém antes dela. — Quer ser minha namorada, Ártemis? — Falou se sentindo um bobo, mas era aquilo que queria.
Ártemis não acreditava no que estava ouvindo, Ares Dimitriades queria um relacionamento de verdade com ela? — Ergueu uma sobrancelha mostrando toda sua surpresa. Nunca imaginou que isso pudesse acontecer, ele era tão... Livre! Vivia rodeado de mulheres, podia ter uma diferente todas as noites, mas ao invés disso estava pedindo para oficializar seu relacionamento com ela.
— Ares você tem certeza disso? — Perguntou. — Digo, você sabe que um relacionamento tem várias regras, como por exemplo, fidelidade.
— Sei que sempre vivi uma vida desregrada se tratando de mulheres, mas eu sempre fui solteiro, nunca tive, nem nunca quis alguém para amar, respeitar e me dedicar.
— E agora você mudou? Quer um relacionamento e acha que eu sou a pessoa certa? — Questionou desconfiada. — Você não está se deixando influenciar só por que eu já tive algo sério com alguém, não é?
— Não sou criança, Ártemis. — Respondeu. — Não quero um relacionamento só para apresentar alguém aos meus pais ou aos meus amigos. Também não me interesso em ter uma experiência para por no meu "currículo". Pedhaki mou! Quero oficializar o que temos por que te amo. — Declarou-se.
— O que? — Perguntou ela em um sussurro.
— Eu te amo, Ártemis. — Repetiu acariciando o rosto dela. — Te amei desde a primeira vez que te vi e tem sido assim durantes esses dois meses em que estamos juntos. Posso dizer que nunca senti nada tão incrível. Penso em você durante todo o dia, sinto sua falta, se dependesse de mim não sairia do seu lado... Só pode ser amor, não é?
Ártemis estava boquiaberta, não esperava ouvir uma declaração dele.
— Eu não acredito que você ficou surpresa. — Falou Ares sorrindo. — Nunca percebeu? Nunca sentiu meu coração disparar perto de você ou meus lábios ansiosos ao te beijar? Um homem não se comporta assim não estiver apaixonado.
Ela suspirou, nada sabia sobre os sentimentos de Ares, claro que a insistência dele deveria ser levada em consideração, mas ainda tinha muitas dúvidas e medo de encarar um novo relacionamento. Falar em dúvidas, uma estava martelando na sua cabeça, achou melhor esclarecer.
— Ares, eu já lhe falei sobre a situação que estava envolvida. Para mim ainda é difícil pensar em relacionamento. — Disse ela. — De toda forma, eu não quero que você se sinta responsável por mim, não importa o motivo.
Ele entendeu perfeitamente a questão que Ártemis estava tratando ali.
— Não me sinto responsável por ter sido seu primeiro, se é isso que você está insinuando, claro que foi especial para mim, mas não é por isso, não estamos no século passado e você não é uma adolescente. — Disse pondo um fim a questão. — Aceite que eu me apaixonei por você Ártemis, isso não é impossível. Você é uma mulher inteligente, honesta, de bom caráter, linda e sensual. — Falou deslizando as mãos pelas costas nuas da mulher deitada ao seu lado. — Eu te desejo tanto, você me deixa louco. — Ares a beijou fazendo seu desejo renascer, interrompeu o contato apenas para dizer: — Não precisa me responder agora, pense um pouco, eu sei que você também sente algo por mim, não há motivos para fugir disso.
♖♜___Α Fορταλεzα___♜♖
Mais tarde Ártemis conversava com Dione sobre a proposta de Ares.
— Querida, você precisa deixar o passado no passado e seguir em frente. A vida está sendo generosa com você te retribuindo o bem que você fez a outra pessoa, aceite. Coisas boas acontecem para pessoas boas. — Disse a chefe. — Esse homem te adora Ártemis, dá para perceber pelo sorriso dele quando está com você, e não se preocupe com as outras muitas que ele já teve. — Riu. — Se ele quer você como namorada é por que está disposto a deixá-las para trás. Perceba, o destino está unindo vocês para aprenderem um com o outro, pois, terão que deixar coisas no passado para caminharem juntos. Tente! — Aconselhou. — O que você tem a perder?
Exatamente, não tinha nada a perder. Merecia ser feliz. Ainda muito nova teve que tomar uma decisão sobre sua vida que marcou seu destino, não se arrependia, mas não era aquilo que havia planejado para seu futuro. Sonhava com um homem com idade próxima a sua, que junto com ela construísse uma família, esse homem poderia ser Ares Dimitriades, por que não?
♖♜___Α Fορταλεzα___♜♖
Ares - O Deus da Guerra
Ares havia acabado de sair do banho, o telefone que deixara ao lado da cama de Ártemis tocava, olhou o visor e suspirou profundamente, quando o deixariam em paz? Ouviu um barulho e rejeitou a ligação. Olhou além do corredor, Ártemis permanecia deitada no sofá.
Estava cansado daquilo, não era a primeira vez e tentava não se preocupar, porém a tensão vezes tomava conta de seu corpo. Estava disfarçando bem, mas em algum momento descobririam ou ele mesmo teria que contar, mas não agora, estava entrando em um relacionamento, não queria se afastar de Ártemis, apesar de saber que no momento isso seria o melhor a fazer, pelo menos por enquanto. Mas como poderia por um fim ou um tempo naquilo que com tanto trabalho conquistou? Amava Ártemis, ficar longe dela o machucaria e com, certeza ela não lhe daria uma segunda chance. Não, definitivamente não a deixaria, nem agora e nem nunca seguiria com seus planos, merecia ser feliz. Uma hora ou outra aquilo teria um fim.
O telefone tocou novamente, mas dessa vez havia um nome.
— Alô!
— Ares, quanto tempo. — Disse a voz masculina do outro lado da linha.
— Era você quem estava fazendo chamadas confidenciais? — Perguntou inquiridor.
— Não, por que? — Respondeu um pouco assustado com a grosseria.
— Por nada. — Disfarçou. — Como vai? Está tudo bem? Precisa de alguma coisa?
— Estou bem, só um pouco preocupado com as informações que recebi.
— Que informações?
— Você e Ártemis.
Ares sorriu de canto.
— Não deveria se preocupar, sou a melhor escolha que ela poderia fazer nessa vida.
— Ares, eu não estou brincando, afaste-se dela. O que você pensa que está fazendo, tínhamos um acordo. Você traiu minha confiança.
— Não é nada disso que você está pensando, eu nem sabia quem ela era. Acredite ou não, foi tudo obra do acaso.
— Mas agora você sabe, afaste-se.
Ele suspirou.
— Me perdoe, mas eu não posso. Me apaixonei por ela.
— Você acha que sou idiota, Ares? Está fazendo isso para se vingar de mim, mas não entendo o por que disse se fiz tudo que me pediu.
— Não é do jeito que você está pensando, por favor, acredite. Sei o que disse a você no passado, mas isso não se sustenta, jamais faria mal a ela. Ártemis é uma mulher incrível e eu não posso me afastar. Estou sendo honesto com você, não se aborreça, mas eu a amo. Ela é minha vida Sebastian. Entendo tudo que você fez agora, quando estamos apaixonados comentemos loucuras... — Falou sincero. — Por favor, não tenho nada contra você, para mim foi um amigo me ajudando a salvar o meu irmão, estou a sua disposição para o que precisar, mas não me peça para deixar Ártemis, isso eu não posso fazer, vai além dos meus limites.
Ares ouviu o homem suspirar do outro lado.
— Tudo bem, Ares, mas você sabe que tenho o pior pesadelo da sua família em minha mãos, uma falha sua e o pesadelo se tornará realidade... Mais uma vez.
♖♜___Α Fορταλεzα___♜♖
— Como você está querida? Seu pai está preocupado, faz tempo que não nos falamos! — Disse a mãe de Ártemis ao telefone. Ela desfrutava da companhia de Ares enquanto preparava um café quando seu telefone tocou. Agora ele estava no banho e ela jogada no sofá conversando com a mãe.
— Desculpe mamãe, mas foi falta de tempo. O trabalho e os estudo estão me consumindo! — Nesse momento Ares gritou algo do banheiro e ela respondeu.
— Quem está ai com você? — Questionou. — Algum namorado? — A mãe tinha um "faro" apurado.
— Mais ou menos! — Disse ela.
— Ah! Me conte quem é ele? — Insistiu.
— Não é ninguém mãe!
— É indigente? Não tem nome? Não acredito... — Falou e ouviu a risada da filha.
— O nome dele é Ares, estamos nos conhecendo. Não é nada sério!
— Hum! Ares? Que nome forte. — Disse a mãe. — Você gosta dele? Ele te trata bem?
Ártemis gostava dele, mas não gostava de admitir isso nem para si mesma.
— Ele me trata muito bem!
— Então será bem vindo caso vocês passem do "estamos nos conhecendo". — Disse rindo. — Tudo que quero é que você seja feliz, meu amor.
— Eu sei mamãe e eu estou feliz! — Falou com voz manhosa.
— Que ótimo, espero que muito disso seja mérito de Ares!
— Ele também espera!
— Certo filha, tenha uma boa noite. Juízo, ouviu?! — Recomendou.
— Eu tenho mãe! Boa noite e dê um beijo em papai por mim. — Disse desligando.
Ártemis levantou e se dirigiu ao quarto. Entrou de repente, mas foi obrigada a parar ainda na porta, pois a visão a sua frente paralisou-a. Ares, o seu deus, estava só de toalha, de costas, não via a elevação dela ao admirá-lo. Tinha um corpo magnífico, definido, parecia ter sido esculpido por um artista que almejava a perfeição e que com certeza, obtivera êxito. Alguns pingos de água ainda escorriam pelas costas largas. Os cabelos molhados e desalinhados lhe davam um ar rebelde.
— Vai ficar só olhando? — Voltou a si quando ouviu a voz grave.
Suspirando respondeu.
— Gosto de olhar para você! — Disse se aproximando e removendo a toalha que cobria nudez do homem tão próximo a ela.
— Você costumava ser mais tímida. — Lembrou ele semicerrando os olhos.
— Isso foi antes de você me mostrar os caminhos do amor. — Disse piscando para ele. — Obrigada por isso!
— Foi uma honra. É sempre uma honra amar você. — Ele enlaçou-a pela cintura e beijou-a com paixão, ela segurou o membro livre com as mãos e estimulou-o. Ares gemeu em sua boca e pôs-se a retirar as roupas dela, deitou-a na cama, sentia sua pele em chamas, Ártemis causava um verdadeiro frenesi em seu corpo. A cintura esguia pedia por seus lábios. Os seios de menina eram uma tentação. O cheiro de seu cabelo e pele dominavam seus sentidos. Não conseguia se decidir sobre o que gostava mais na mulher que se derretia em seus braços.
Ela o enlaçou com as longas pernas o trazendo para mais perto de seu ponto íntimo, Ares entendeu o convite e a penetrou ouvindo um gemido rouco escapar de sua garganta. Cheio de desejo amou a sua Afrodite mais de uma vez, queria prolongar sua estadia no corpo de Ártemis. Conhecerá a mulher mais doce do mundo, honesta, bondosa e sensual, almejava tê-la todas as noites.
Amanheceu e Ares ainda a mantinha cativa em seus braços. Ártemis tentou se soltar do abraço, devagar para não acordá-lo, mas não contava com o sono leve do seu deus.
— Fugindo? — Perguntou Ares ainda sonolento.
— Tenho que ir trabalhar!
— Não! Ligue para sua chefe e avise que o dia hoje será todo nosso.
— Até parece! — Disse ela rindo.
— Ártemis? — Chamou ele virando-a em seus braços. — Eu quero que você seja apenas minha.
— Você sabe que não tenho outros. — Respondeu estranhando a questão.
— Não foi isso que quis dizer. — Tentou se explicar. — Estou tentando te pedir em namoro. — Ares riu da sua inabilidade, nunca precisou de um relacionamento, nunca quis estar preso a alguém antes dela. — Quer ser minha namorada, Ártemis? — Falou se sentindo um bobo, mas era aquilo que queria.
Ártemis não acreditava no que estava ouvindo, Ares Dimitriades queria um relacionamento de verdade com ela? — Ergueu uma sobrancelha mostrando toda sua surpresa. Nunca imaginou que isso pudesse acontecer, ele era tão... Livre! Vivia rodeado de mulheres, podia ter uma diferente todas as noites, mas ao invés disso estava pedindo para oficializar seu relacionamento com ela.
— Ares você tem certeza disso? — Perguntou. — Digo, você sabe que um relacionamento tem várias regras, como por exemplo, fidelidade.
— Sei que sempre vivi uma vida desregrada se tratando de mulheres, mas eu sempre fui solteiro, nunca tive, nem nunca quis alguém para amar, respeitar e me dedicar.
— E agora você mudou? Quer um relacionamento e acha que eu sou a pessoa certa? — Questionou desconfiada. — Você não está se deixando influenciar só por que eu já tive algo sério com alguém, não é?
— Não sou criança, Ártemis. — Respondeu. — Não quero um relacionamento só para apresentar alguém aos meus pais ou aos meus amigos. Também não me interesso em ter uma experiência para por no meu "currículo". Pedhaki mou! Quero oficializar o que temos por que te amo. — Declarou-se.
— O que? — Perguntou ela em um sussurro.
— Eu te amo, Ártemis. — Repetiu acariciando o rosto dela. — Te amei desde a primeira vez que te vi e tem sido assim durantes esses dois meses em que estamos juntos. Posso dizer que nunca senti nada tão incrível. Penso em você durante todo o dia, sinto sua falta, se dependesse de mim não sairia do seu lado... Só pode ser amor, não é?
Ártemis estava boquiaberta, não esperava ouvir uma declaração dele.
— Eu não acredito que você ficou surpresa. — Falou Ares sorrindo. — Nunca percebeu? Nunca sentiu meu coração disparar perto de você ou meus lábios ansiosos ao te beijar? Um homem não se comporta assim não estiver apaixonado.
Ela suspirou, nada sabia sobre os sentimentos de Ares, claro que a insistência dele deveria ser levada em consideração, mas ainda tinha muitas dúvidas e medo de encarar um novo relacionamento. Falar em dúvidas, uma estava martelando na sua cabeça, achou melhor esclarecer.
— Ares, eu já lhe falei sobre a situação que estava envolvida. Para mim ainda é difícil pensar em relacionamento. — Disse ela. — De toda forma, eu não quero que você se sinta responsável por mim, não importa o motivo.
Ele entendeu perfeitamente a questão que Ártemis estava tratando ali.
— Não me sinto responsável por ter sido seu primeiro, se é isso que você está insinuando, claro que foi especial para mim, mas não é por isso, não estamos no século passado e você não é uma adolescente. — Disse pondo um fim a questão. — Aceite que eu me apaixonei por você Ártemis, isso não é impossível. Você é uma mulher inteligente, honesta, de bom caráter, linda e sensual. — Falou deslizando as mãos pelas costas nuas da mulher deitada ao seu lado. — Eu te desejo tanto, você me deixa louco. — Ares a beijou fazendo seu desejo renascer, interrompeu o contato apenas para dizer: — Não precisa me responder agora, pense um pouco, eu sei que você também sente algo por mim, não há motivos para fugir disso.
♖♜___Α Fορταλεzα___♜♖
Mais tarde Ártemis conversava com Dione sobre a proposta de Ares.
— Querida, você precisa deixar o passado no passado e seguir em frente. A vida está sendo generosa com você te retribuindo o bem que você fez a outra pessoa, aceite. Coisas boas acontecem para pessoas boas. — Disse a chefe. — Esse homem te adora Ártemis, dá para perceber pelo sorriso dele quando está com você, e não se preocupe com as outras muitas que ele já teve. — Riu. — Se ele quer você como namorada é por que está disposto a deixá-las para trás. Perceba, o destino está unindo vocês para aprenderem um com o outro, pois, terão que deixar coisas no passado para caminharem juntos. Tente! — Aconselhou. — O que você tem a perder?
Exatamente, não tinha nada a perder. Merecia ser feliz. Ainda muito nova teve que tomar uma decisão sobre sua vida que marcou seu destino, não se arrependia, mas não era aquilo que havia planejado para seu futuro. Sonhava com um homem com idade próxima a sua, que junto com ela construísse uma família, esse homem poderia ser Ares Dimitriades, por que não?
♖♜___Α Fορταλεzα___♜♖
Pedhaki mou = Querida.
♖
Mistérios... Mistériooosss e mais mistériossss!
A foto do capítulo é do nosso Ares Dimitriades, gostaram?
#Odeusdaguerraémeu
♖
Muito obrigada pelo carinho meus amores! Não esqueçam de dar uma estrelinha ★
Βeijo... Filía ;)






