Derya permanecia de pé com expressão incrédula.
- Acho que não esperava me ver nunca mais, não é? - perguntou Teo.
- Na verdade, rezei muito para que Deus não permitisse que eu pusesse os olhos em você novamente!
Teo suspirou decepcionado com as palavras dela, mas seria paciente.
- Pelo visto essa não era a vontade Dele - respondeu.
- Mas continua sendo a minha e tenho livre arbítrio, portanto, se me der licença - virou-se de costas planejando sair de perto dele o mais rápido possível.
- Não, não dou! - disse alto quando a viu alcançar a porta.
- Não pode me obrigar a ficar! - falou de costas para ele - Ainda mais na companhia de um psicopata.
Teo suspirou.
- Estou pedindo gentilmente, Derya. Fique! Precisamos conversar.
- Não temos nada para tratar um com o outro - falou tendo coragem de olhá-lo por cima dos ombros - Com sua licença, Capitão! - enfatizou a última palavra em tom de desprezo.
Derya abriu a porta quando ouviu a voz grave.
- Você não deve sair até que eu permita - disse firme - É uma ordem, Sargento!
Ela fechou os olhos e mordeu a língua de tanta raiva. Se tinha alguém no mundo que estava odiando cada segundo mais era Teo. Virou-se fuzilando-o com o olhar.
- Achei que não iria me obrigar a ficar.
- Você é quem está me obrigando a ser mais enfático.
Teo fez sinal para que ela sentasse. E Derya hesitou.
- Sou seu superior - disse ele chantageando-a.
- Será que é mesmo? - falou enquanto virava-se completamente para ele.
- O que quer dizer?
- Você é o mestre da mentira e dos disfarces. Bandido, assassino. Psicopata! É capaz de tudo para conseguir o que quer. Mas quero que saiba que eu não tenho medo de você Teo, se entrou aqui para fazer mal a alguém vai se dar muito mal. Vou agora mesmo procurar meu tio e contar a ele quem você realmente é, e o que fez com nossa família.
- Ele já sabe! Mehmet sabe tudo ao meu respeito. O que ele disse aqui não foi mentira. Me afastei do exército por muitos anos e sinceramente não tinha planos de voltar, mas foi preciso quando soube que você havia se alistado. Voltei por você Derya.
Ela bufou.
- Por mim? Por que?
- Porque essa não é a vida que você merece.
- E qual é a vida que mereço? Estar ao lado de um homem que ameaça a vida do meu irmão? Que diz que me ama e me trai na primeira oportunidade? Que vai para cama comigo pensando em outra mulher?
- Isso não é verdade, Derya - disse adiantando-se e parando a frente dela - Eu amei você desde o início, sempre foi você. Sente-se por favor, temos muito o que conversar.
- Não, Teo! Eu já pus um fim nessa história, já se passou muito tempo e eu não quero reviver essas memórias. Se você quer ficar, fique! Eu estou de partida - virou-se em direção à porta e a passos largos tentou sair.
- Não Derya, por favor! Me ouça, me deixe esclarecer as coisas.
- Já está tudo claro para mim! - disse pondo a mão na maçaneta, mas Teo, as suas costas pôs uma das mãos por cima da dela. Derya sentiu o coração descompassar com o contato, virou o rosto e encontrou o dele muito próximo.
- Me dê a chance de contar o meu lado da história, Derya - pediu com voz baixa olhando decidido nos olhos dela - Depois, se não acreditar em mim, eu te deixarei em paz, para sempre, eu prometo. Vou embora daqui e você nunca mais me verá, mas por favor, me dê o benefício da dúvida. Me deixe falar. Por favor!
Ela ainda tentou girar a maçaneta mas ele segurou.
- Parece que não tenho muita escolha!
- Não estaria insistindo se não fosse importante.
Derya afastou-se dele interrompendo o contato das mãos bruscamente.
Teo fez menção novamente para que ela sentasse. E ela obedeceu, não por que quisesse ouvir o relato dele, mas por que suas pernas estavam recusando obedecer seus comandos. Estava com tanta raiva dele e agora de si mesma por mostrar-se tão abalada. Não queria demonstrar fraqueza na frente de seu inimigo, mas ter aquele homem tão próximo outra vez foi algo inesperado.
Teo a sua frente também sentou-se e iniciou seu relato.
- Entrei para o exército muito jovem, me formei em engenharia e tornei-me designer de armas para o nosso país. Fui convidado para um grupo de espionagem e depois entrei para o grupo de salvamento e resgate, como o seu pai.
Derya franziu o cenho.
- Está dizendo que já conhecia o meu pai?
- Sim, o comandante Gokse foi meu professor, me ensinou tudo que sei sobre resgate.
- Não é possível, você está mentindo. Lembro quando fomos ao hospital, foi a primeira vez que você o viu, eu apresentei vocês dois.
- Foi tudo uma encenação Derya!
Ela balançou a cabeça sem entender o que estava acontecendo.
- Preciso lhe contar toda a verdade.
- Que verdade?
- Que eu estava sendo chantageado pelo seu pai para separar Murat e Ayla.
Derya sorriu mostrando incredulidade.
- Chantageado? Meu pai jamais faria algo assim. Ele jamais se envolveria com um louco como você. Pare de mentir! - disse entre os dentes.
- Não estou mentindo! Não dessa vez. Eu tinha uma dívida com seu pai e ele pediu para que eu o ajudasse a causar ciúmes em Murat, desconfianças para que ele se afastasse da prima. No começo achei uma bobagem, pensei que fosse um namorico de adolescentes, mas me enganei e percebi que o relacionamento dos dois era algo muito sério, disse ao seu pai que estava fora e dai ele... Derya, - fez uma pausa analisando a expressão dela e em como daria aquela notícia - Eu tenho uma filha.
Os olhos dela arregalaram-se.
- Meu Deus! Você é casado?
- Não!... Bem, eu fui, há alguns anos atrás. Sou viúvo.
Derya levantou uma sobrancelha, mas não teceu nenhum comentário a respeito.
- Seu pai tinha a guarda da minha filha, coisas aconteceram e tive que enviá-la para longe. O exército decidiu que Gokse era o melhor para cuidar da segurança dela. Eu concordei, pois confiava muito nele, mas sua obsessão em separar Ayla e Murat o cegou e ele usou minha filha para me chantagear, disse que se eu não fizesse o que ele queria a enviaria a um orfanato e eu jamais a encontraria.
- Você é louco! Meu pai pode ser rígido em algumas coisas, mas ele jamais faria algo assim. Ele nunca usaria alguém dessa forma. Muito menos arriscar a vida do próprio filho e acusar Ayla de algo tenebroso. Foi você Teo, você! Não o envolva em suas maldades - disse nervosa levantando-se e se apoiando na cadeira - O que eu fiz para você Teo? Pelo que saiba em momento nenhum fui má. Fui honesta, eu te dei o meu melhor. Se não pode esquecer Ayla, tudo bem, eu entendo, mas seja verdadeiro. Não venha aqui com histórias fantasiosas. Eu não sou mais aquela garota ingênua que acreditava em qualquer coisa que você dizia. Vá embora, Teo! Você já me causou muito mal.
- Pergunte ao seu avô - disse levantando-se também - A Murat, a própria Ayla. Melhor, pergunte ao General Mehmet. Ele vai lhe dizer a verdade.
- Meu tio nem sabia que nós nos conhecíamos! Me poupe Teo.
- Derya, eu tive culpa. Desde o início deveria ter dito ao seu pai que não aceitaria aquilo, deveria ter contado a verdade a você, a Murat, ao seu avô. Mas eu tive medo, seu pai estava descontrolado, não podia arriscar perder a minha filha.
- Pare Teo!
- Por que acha que seu pai foi exonerado? Por que acha que seu avô o enviou para longe? Ele foi banido da convivência familiar quando contei tudo que o que estava fazendo.
-Você ousou contar essa mentira ao meu avô? - falou abismada.
- E por que contei, Ayla e Murat puderam continuar juntos.
- Não é verdade. Se fosse assim vovô teria falado comigo, ele mesmo teria me contado tudo.
- Ozan foi até minha casa e disse que por minha causa você estava vindo ao exército. Fiquei desesperado, não quero isso para você, sei o que uma mulher pode sofrer em um lugar como esse. Fiz o serviço para seu pai em troca dele me entregar o endereço de onde minha filha estava escondida e também alguns documentos para minha liberdade que estavam em posse do exército e que já deveriam ter sido entregues a mim, porém ele, no intuito de me usar, os segurou por mais tempo. Seu pai ainda estava os providenciando quando eu soube de sua decisão e mesmo correndo o risco de nunca mais ver minha filha ou de continuar sendo injustiçado por algo que não fiz fui até a casa de seu avô e contei tudo a ele e a Murat. Contei sobre nós dois.
Derya ficou horrorizada.
- Como ousou? - disse em um fio de voz.
- Fique tranquila, claro que não dei detalhes sobre nós, mas confessei que amo você e pedi que eles me deixassem contar tudo o que aconteceu. Por isso nenhum deles falou com você antes - explicou - Eles me ajudaram, Murat e seu avô, conseguiram o endereço de onde minha filha estava e prometi que assim que a resgatasse voltaria para a Turquia para encontrar você. E assim o fiz, voltei as pressas, mas quando cheguei já era tarde e você havia sido transferida. Depois tudo se complicou na minha vida e não pude sair de Portugal. Só agora Derya, que está tudo resolvido, a justiça foi feita a mim e posso ter minha filha perto de mim e também a mulher que amo, posso te oferecer uma vida ao meu lado, sem medo de nada e nem de ninguém. - disse ele aproximando-se.
Derya afastou-se dele o olhando friamente. Respirou fundo, precisava recobrar as forças.
- Passei todo esse tempo sonhando em encontrar você de novo. Em te dizer a verdade, em me justificar e se preciso me desculpar com você. No meu coração nada mudou, eu amo você!
Uma expressão enigmática surgiu no rosto dela.
- Eu sei que é muito para absorver, e sei que você dúvida do que eu acabei de lhe dizer, mas não é mentira. Nada do que disse é mentira. Acredite Derya, por favor!
- Como posso acreditar em tudo isso?
- Ligue para seu avô. Ele jamais mentiria para você.
Derya ficou em silêncio. Era impossível que aquela história fosse verdade. O que Teo estava pretendendo? Algo muito errado estava acontecendo ali. No fundo, em seu coração existia medo, se falasse com o avô e ele confirmasse essa história ela ficaria muito decepcionada, tanto com o pai quanto com ela mesma. Descobriria que durante todo esse tempo havia odiado a pessoa errada, sofrido em vão.
- Está dizendo que estou odiando a pessoa errada. Que deveria acreditar no que está dizendo e odiar meu pai?
- Não quero que odeie seu pai. Quero que me perdoe por ter sido covarde, pois apesar de todas as minhas razões eu me sinto covarde.
Derya o olhou enigmática. Não era possível, seu pai não seria capaz...
Teo retirou o telefone do gancho.
- Ligue, Derya! - pediu - O general Mustafá vai lhe contar tudo.
Ela o observou. Virou-se andando até a porta.
- Me deixe em paz, Teo!
Dessa vez ele não a impediu de sair. Derya precisava de um momento sozinha. Horas depois a viu sair do quarto do tio. Mehmet a abraçou consolando-a e ela saiu em direção ao pátio.
Seguiu-a, mas não a encontrou. Kean vinha em sua direção carregando uma caixa.
- Soldado! - chamou.
- Sim, Senhor! - disse tentando bater continência e segurar a caixa, derrubando, algumas batatas, com o vão esforço.
- Viu a sargento Erdogan?
- Ela foi e direção ao refeitório, Senhor!
- Certo. Obrigado!
Teo seguiu pelo corredor e mais a frente a viu encurralada por um homem, Derya tentava passar, mas ele a impedia de continuar.
- Pensei que quando eu retornasse não a encontraria mais aqui!
- Não vou dizer que sinto muito pela sua decepção - disse encarando-o - Agora saia da minha frente.
- Temos um assunto pendente, Sargento.
- Se está insatisfeito vá falar com o Coronel.
- Não vai se cansar de bancar a durona, não é? Esse lugar não é para você Erdogan, mas claro, com ajuda do titio você vai teimar em ficar.
- Estou aqui como qualquer outro militar, e não rogo de regalias.
- É uma vergonha para esse regimento ter aceito uma mulher. Desista Erdogan, uma patente não quer dizer que você seja realmente capaz, todos sabem que se está onde está foi por que seu tio a ajudou.
- Algum problema? - interveio Teo interrompendo a discussão.
O rapaz o olhou de alto a baixo.
- E quem é você?
Teo deu um sorriso leve em direção ao rapaz.
- Sou o Capitão Karadeniz, e você Soldado?
- Tenente Sedat Sehir, ao seu dispor Senhor! - disse fazendo continência.
- Ótimo Tenente! - disse Teo o rondando - Posso saber por que está tratando a Sargento com tanta hostilidade?
Sedat a olhou com verdadeiro ódio.
- Tenente, lhe fiz uma pergunta!
- A Sargento não obedeceu a uma ordem direta, Senhor!
- Cumpri com minha tarefa, senhor, o problema é que o Tenente não foi informado que as ordens mudaram.
- Não lhe dei ordem para falar, Sargento!
- Mas eu dei! - disse Teo ríspido - Fale Sargento, o que houve?
- O Tenente solicitou que a patrulha que faz a vigilância a noite em Göreme fosse retirada, mas o General me deu ordens para que eu a mantivesse.
- Então, qual o problema Tenente.
- O problema é que a Sargento sempre encontra um meio de reverter as minhas ordens.
- Retirar a guarda da cidade nesse momento é perigoso Tenente.
- Por que? O que há na cidade?
- Incendiários!
- Moleques! - corrigiu o Tenente - Jovens arruaceiros que querem chamar atenção. Não são incendiários e não representam riscos.
- Atearam fogo em uma loja de souvenirs, com turistas dentro - disse Derya o olhando.
- Um curto circuito, Sargento, foi o que aconteceu - disse Sedat.
- Não senhor, foi provocado - rebateu.
- Como pode ter tanta certeza? - Perguntou Teo a Derya.
- Por que um dos moradores os viu.
- Um bêbado de rua, senhor.
- Ele tinha os dois olhos.
- Chega! - disse Teo, farto da discussão - Se o general deu ordens para que a guarda permanecesse então não tem por que continuar discutindo com a Sargento, não é Tenente? Se acha que está errada deveria se dirigir ao próprio General ou quem sabe a mim a partir de amanhã, já que ficarei no lugar dele enquanto estará fora. Se quiser discutir esse assunto comigo, ficarei feliz em ouvi-lo, pode marcar um horário com a própria Sargento já que ela é quem irá ficar a cargo da minha agenda durante este período.
Tanto Sedat quanto Derya olharam para Teo nada contentes, mas ele deu um sorriso de canto.
- Não será preciso, Senhor! - disse visivelmente aborrecido. Olhou para Derya com ar arrogante - Se me permite...
- Claro Tenente, pode se retirar!
Depois que Sedat saiu do corredor onde estavam, Derya e Teo ficaram frente a frente.
- Acho que ele não gosta muito de você!
- Não preciso de você para me defender, Teo - falou iniciando seu trote.
Ele a seguiu.
- Não seja tão dura comigo, Derya.
- Então se afaste - disse parando repentinamente - Está aqui para exercer a sua função, faça isso. Seja o Capitão Karadeniz e fique longe de mim.
- Vai ser difícil, Derya, já que você foi a escolhida para me assessorar durante minha estadia aqui - Teo continuou seguindo-a - Sei que falou com seu tio, vi você saindo do quarto dele.
- Sim falei.
- E então?
- Farei o meu trabalho Capitão e você o seu. Nada mais! - Derya parou o fazendo estancar também - Vou repetir por que acho que você não entendeu: Fique longe de mim.
Teo ficou a olhando se afastar. Essa teimosia era de fato um traço dos Erdogan. Mas ela iria perdoá-lo, era apenas uma questão de tempo.
☵☵☵ ✤ Δmor na Capadócia ✤ ☵☵☵
No dia seguinte Teo andou por toda redondeza, o General lhe deixou a par dos comandos que eram de supervisão do regimento.
- A Sargento me disse que existem incendiários por aqui.
- Não sabemos se são incendiários de fato ou se são apenas jovens arruaceiros. Mas estamos investigando.
- Espero que eles encontrem outra forma de diversão.
- Se continuarem, ensinaremos a eles.
- E se forem jovens demais...
- Chame os pais, porém, nunca se é jovem demais para saber que não se deve por a vida das pessoas em risco ou destruir os bens públicos e privados.
- Entendi, senhor!
Teo olhou para o lado de fora do carro onde estavam. Nunca havia reparado na beleza daquele lugar, a Capadócia era realmente exuberante. Os balões voavam alto e coloriam o céu.
- Ela também lhe contou que está indo a Istambul? Que nesse momento já deve estar próxima?
Teo interrompeu sua contemplação.
- O que?
- Ontem ela veio conversar comigo, confirmei tudo que você tinha dito. Ficou muito confusa, me pareceu um pouco perdida... - disse com olhar distante - Saber que o pai foi arquiteto de tudo deve ter sido um golpe duro. A aconselhei a voltar a Istambul, ficar um pouco com a família, conversar com o avô... Disse para ela dar um tempo a si mesma. Hoje, antes de sairmos, ela veio me avisar que seguiria meu conselho.
- Não, eu não sabia! - disse surpreso - Por que não me disse General?
- Fique tranquilo Teo. Vai ser bom para ela, quando voltar estará recuperada e olhará para você de forma diferente.
Teo suspirou olhando para o lado de fora novamente.
- Assim espero.
Realmente esperava, mas agora ele quem estava decepcionado, sentia que Derya estava escorregando de suas mãos mais uma vez. Seria um desafio esperar que ela se recuperasse e voltasse para seus braços. Teo suspirou e logo uma ideia lhe acometeu, não precisava ficar esperando Derya voltar, pois talvez isso não acontecesse, ela poderia novamente se afastar e dessa vez ele não saberia onde procurar. Não iria deixá-la fugir. Iria a Istambul.
☵☵☵ ✤ Δmor na Capadócia ✤ ☵☵☵
Gunaydin caninsssssssss!
Começamos mais uma aventura, agora é para valer. Vamos viver lindos momentos com Derya e Teo na Capadócia.
Por favor, peço que votem e comentem para que eu tenha ideia se a história está agradando ou não, ok? Todo mundo diz que escrever uma sequencia é difícil, então estarei enfrentando um desafio e claro, como sempre, preciso da contribuição das minhas canins.
Aviso: Não tenho dias certos para postar, certo? E minha prioridade é A Fortaleza que já está em andamento a um bom tempo, depois que finalizá-la poderei me dedicar mais a Amor na Capadócia, portanto peguem leve na cobrança kkkkkkkkk
Bom inicio de semana amores!
Beijos... öpücük :)



O pai dela era um louco e fez de tudo pra separar Murat de Ayla e isso tudo respingou nela fazendo ela odiar o Téo
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