A Fortaleza - Capítulo 2

segunda-feira, 16 de maio de 2016




Magno - O Deus do Olimpo



— Ártemis, — chamou Dione — O deus Dimitriades está lá fora estacionando, é melhor você se apressar. — Ela riu, sua chefe encontrava um apelido para todo mundo, mas desta vez tinha que concordar, deus era um apelido perfeito para Ares Dimitriades, tentava evitá-lo por que sabia que o homem era problema na certa, mas pessoalmente era irresistível. Tinha um sorriso meigo e um olhar devastador. Sabia da reputação dele com o sexo oposto, todas eram apenas amor de uma noite, se bem que com ela estava sendo diferente, já faziam dois meses que eles tinham ficado pela primeira vez, mas, mesmo assim, ele permanecia correndo atrás dela. Não queria se apegar, por que sabia que uma hora ou outra ele se cansaria e cairia fora como fazia com todas, não era baixo estima, apenas tentava ser realista, mas por enquanto iria se permitir um pouco de diversão, sem compromisso, sem regras e sem cobranças.

— Então, aonde vamos? — Perguntou Ártemis já sentada no banco do carona.

— Pensei em um restaurante japonês, você gosta?

— Muito.

Almoçaram conversando sobre coisas do dia a dia, já de volta a faculdade, Ártemis se despediu de Ares com um beijo rápido nos lábios.

— Posso dormir na sua casa hoje à noite? — Perguntou, mas viu uma expressão de dúvida da jovem, então decidiu insistir. — Preciso de você Ártemis. Lembra da última vez? Foi incrível para mim. Quero tudo de novo, quero muito mais de você.

Ártemis lançou um sorriso tímido a ele, e apenas assentiu.

— Ótimo! — Respondeu ele beijando-a novamente.

— Até mais tarde! — Disse ela descendo do veículo.

Ártemis atravessou o ginásio de esportes cortando caminho de volta a Snak, chegou e foi logo vestindo a farda novamente. Atendeu algumas mesas e quando estava levando alguns outros pedidos para a equipe da cozinha viu Dione paralisada olhando fixamente para algo, discretamente virou-se para ver o que estava chamando a atenção da amiga e deparou-se com uma das visões mais belas que seus olhos já registraram, um homem aparentando entre vinte e cinco e trinta anos, pele bronzeada, cabelos pretos e ondulados, olhos de safira que brilhavam como o mar Mediterrâneo sob o sol escaldante, alto, forte, corpo digno dos antigos atletas gregos.

— Esse é o... — Iniciou Dione.

— Magno Dimitriades! — Falou Ártemis em um fio de voz.

— Meu Deus, que genes bendito o dessa família! — Sussurrou. — O outro é um deus, mas esse, com certeza, é dono do Olimpo. O Zeus em pessoa. — Falou Dione ainda abalada com a visão. — Garota você tirou a sorte grande, se não der certo com o Ares você pode investir no irmão que vai servir do mesmo jeito... Ou até melhor.

Nesse momento Magno dirigiu o olhar para as duas que desviaram os seus rapidamente.

— Espero que ele não tenha visto as nossas caras de pré adolescentes que nunca foram beijadas.

Ártemis riu.

— Vou lá atender o seu Zeus.

— Aproveite e pegue o número do telefone dele para mim. — Brincou.

Ártemis se aproximou.

— Boa tarde! — cumprimentou. — Em que posso ajudar?

Magno encostou-se no sofá e a olhou de cima a baixo. Então essa era a misteriosa namorada do irmão. Nada mal para uma suburbana. Corpo curvilíneo, pele aveludada e morena, olhos negros assim como os cabelos, longos e brilhantes. Com certeza, não frequentava nenhum SPA, academias ou salões de beleza, mas mesmo assim dava um "banho" em muitas das mulheres que conhecia. Alta, seu porte era elegante, o sorriso era simpático, emoldurado por lábios delicados. Ares não escolheria qualquer uma mesmo. — Avaliou. — O mal gosto por carros não se aplicava no quesito mulheres. 

— Boa tarde! — Cumprimentou. — Na verdade eu ainda não me decidi. O que você recomenda?

— O hambúrguer duplo é o mais pedido aqui!

— Então vai ser esse e um suco de laranja, por favor!

— Ok! — Disse ela se afastando.

Magno continuou a observar Ártemis, o andar também era muito sensual, seus quadris se moviam suavemente, as pernas longas que o vestido de garçonete fazia questão de mostra-las, com certeza foram feitas para passarelas, estranhamente ela estava ali em uma lanchonete de faculdade. Lembrou que disse ao irmão que a namorada dele deveria ser muito feia, falou apenas para provocar, sabia que Ares escolheria alguém a altura. Ele provavelmente surtaria se soubesse que Magno estava a poucos metros de sua deusa. Ela era bonita, muito bonita, mas nem toda beleza desse mundo fariam Magno implorar o amor ou a companhia de alguém como Ares estava fazendo.

Ártemis não demorou a voltar.

— Aqui está! — Disse entregando o pedido. — Qualquer coisa é só chamar.

— Obrigado, mas para isso precisarei saber seu nome.

Então ele não a conhecia? — Pensou Ártemis. Ares não tinha falado sobre ela ao irmão. Então o que ele estava fazendo ali?

— Me chamo Ártemis! — Respondeu pondo um fim a seus devaneios.

— Magno Dimitriades! — Falou estendendo a mão para cumprimentá-la.

— Eu sei! — Disse com um sorriso. — Você é político.

— Na verdade, meu pai e irmão é que são, eles é quem estão a frente das decisões, eu sou apenas o suplente de um e assessor do outro. — Falou. — Você se interessa por política?

— Gosto de acompanhar, estar a par do que acontece no senado, mas não sou filiada a nenhum partido.

— Entendo! — Disse. — Mas se um dia quiser conhecer melhor as propostas do senado, me ligue. — Falou entregando um cartão a ela. Ártemis observou o papel enquanto Magno se levantava com o hambúrguer nas mãos. Aproximando-se ele cravou os olhos azuis na jovem e intimidador falou: — Será um prazer lhe introduzir a política. — Mordeu o lábio inferior e baixou os olhos para o decote sinuoso do vestido de garçonete. Sorrindo cinicamente se afastou. Já do lado de fora, olhou pela vidraça da janela e sorriu mais uma vez para Ártemis deixando claro as suas intenções. Ela permanecia parada no mesmo lugar, atônita com a atitude dele.

— Ele usou as palavras "prazer e introduzir" na mesma frase? — Perguntou Dione as costas de Ártemis que engoliu em seco. — Como foi que a conversa chegou a esse ponto? 

— Eu não sei! — Disse num fio de voz. — Estávamos falando de política e em outro momento ele mudou totalmente o rumo das coisas. — Ártemis sentiu seu sangue ferver. — Quem ele pensa que é?

— Não sei, mas se sentiu a vontade para dar em cima da cunhada!

— Ele não me conhece. — Esclareceu. — Não sabia meu nome. Não sabe nada sobre mim.

— Talvez! — Dione deu de ombros.

— Como assim? — Disse Ártemis virando-se de frente para a amiga.

— Ele pode estar te testando a pedido do irmão!

— Ares não faria isso, ele não tem motivos. Não sou nada dele e já deixei isso bem claro, estamos apenas nos conhecendo e aproveitando a companhia um do outro.

— Não sei Ártemis! — Falou Dione. — Essa atitude me pareceu muito estranha.

— Talvez seja tudo uma coincidência, duvido que insinuasse algo se soubesse que estou saindo com o irmão dele. — Avaliou inocentemente.


♖♜___Α Fορταλεzα___♖♜


Magno atravessou a avenida e entrou na limusine que o aguardava.

Segurou o dossiê que foi providenciado pela equipe de Tito a seu pedido, em menos de vinte e quatro horas recebeu os relatórios com todas as informações que precisava sobre a garota. O dossiê mostrava aquilo que ele já desconfiava, seu irmão tinha sido fisgado por uma "caça dotes". Uma mulher que possuía toda aquela beleza exótica, com certeza, não deveria ter dificuldades para executar seus planos. — Pensou ele folheando o documento. — Viu informações relevantes, porém, como havia pedido, queria tudo, absolutamente tudo, cada passo de Ártemis no passado e era exatamente isso que tinha em suas mãos. Pagava bem, exigia perfeição. As informações o levaram a concluir que ela não era tão doce como seu suporto nome, que, aliás, não era citado no documento. — Por que Mel? — Questionou-se, talvez fosse um de seus disfarces, afinal, criminosa que se preze tem um apelido sensual, deveria ser mais uma de suas táticas para fazer os homens de idiotas. Como se sua beleza já não fosse suficiente.

— Achou o que procurava senhor? — Perguntou seu motorista e segurança, Tito.

— Encontrei muito mais do que procurava! — Falou misterioso. — Havia ido ali só para confirmar o que tinha lido no dossiê, precisava vê-la com seus próprios olhos para acreditar que era a mesma pessoa. Depois de tantos anos o destino havia colocado aquela mulher no seu caminho novamente, era inacreditável, mas nos documentos em suas mãos haviam provas irrefutáveis. Ela estava muito diferente, mas se tratava da própria, a senhora Menegaki.

Magno poderia ter se livrado dela ali mesmo na lanchonete, fazer-lhe uma oferta generosa e a ver partir para longe. Poderia ter ameaçado sua família ou simplesmente lhe dito que contaria a verdade para Ares sobre suas praticas ambiciosas. O irmão ficaria enojado, tinha verdadeiro desprezo por pessoas gananciosas graças ao pai.

Mas Magno não faria isso, Ares estava muito envolvido, lhe contar a verdade sobre "sua deusa" o deixaria muito magoado. O melhor a fazer era ridicularizá-la, infernizar sua vida até que nunca mais pensasse em roubar alguém, principalmente velhos moribundos. Seria divertido, queria ver Ártemis espantada com suas palavras muitas outras vezes. Sabia que tudo não passava de encenação, mulheres como ela sabem bem como interpretar vários personagens, se adéquam ao ambiente. Talvez ela contasse ao irmão sobre ele, provavelmente contaria. — Pensou. — Ares logo saberia que ele contatou uma investigação sobre ela e não ficaria nada feliz. Mas estaria preparado, esperaria pela fúria de Ares, a fúria do deus da guerra.

Soltou os papéis no banco e recostou-se. Riu lembrando-se da expressão dela pela sua proposta de "lhe introduzir a política", sem dúvida ficou surpresa, mas não o rejeitou. Ela poderia ter mostrado indignação, mas não o fez. A falta de reação de Ártemis diante da sua investida era muito significativa. Lembrou do seu olhar de interesse quando entrou no local, com certeza ela tinha gostado do que viu. Será que agora estava em dúvida entre ele e o irmão? Se não estava, ficaria em breve, pois, ele estava disposto a tirá-la do caminho de Ares. Os meios justificariam os fins.


♖♜___Α Fορταλεzα___♜♖


E ai queridas o que acharam? O que será que Ártemis fez para deixar Magno com uma impressão tão negativa a seu respeito?

Muito obrigada pelo carinho meus amores! Não esqueçam de dar uma estrelinha ★

Βeijo... Filia ;)

Shay ✿

4 comentários:

  1. Magno..Magno...Magno... quem procura acha baby

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  2. Magno vai se meter onde nao e chamado e vai ter confusao entre ele e Ares

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  3. Magno vai se meter onde não é chamado e vai causar uma confusão

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  4. Não tem no começo do livro amar Ares e ter uma raivinha do Magno... mas o mundo da voltas...
    O legal de reler é que vc pega os detalhes que tinha passado despercebido na primeira vez.

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